quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Comunidade judaica no Panamá.


Vejam que coisa interessante (obrigado Felix F.) escrita por Sheila Sacks.


Panamá: sem exército e... kasher!
Banhada pelos oceanos Atlântico e Pacífico e dispondo de florestas exuberantes, montanhas, lagos, cachoeiras e praias ao longo do mar do Caribe, a república do Panamá, na América Central, não se reduz apenas a um belíssimo roteiro turístico de paisagens tropicais. Ponte de terra que une as duas Américas e com 25% do seu território protegido por parques nacionais (viveiro de milhares de espécies de aves e abrigo de uma estupenda fauna animal onde se destacam mais de 300 tipos de répteis e anfíbios), o país também apresenta características inéditas: não possui exército (extinto em 1989); teve dois presidentes judeus, fato único na diáspora, Max Shalom Delvalle (1964-68) e seu sobrinho Eric Delvalle Maduro (1987-88); e concentra uma comunidade judaica que apresenta índice zero de assimilação e o maior crescimento populacional, em termos percentuais, fora do estado de Israel.
Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO, a zona antiga da cidade do Panamá recebeu os primeiros judeus vindos da Síria (Alepo), Marrocos, Turquia e Grécia ainda nos meados do século 19. Essa pequena comunidade, que em 1876 cria a sua primeira instituição, a Kol Shearit Israel, e que até há poucos anos não passava de 2 mil pessoas, a partir do final de 1999, data em que o Panamá assume o controle do canal (inaugurado em 1913 e gerido pelos Estados Unidos por mais de 85 anos ), começa a crescer, chegando hoje perto de 10 mil membros, sendo 7 mil sefaraditas e mais de mil oriundos do estado de Israel. Porém, a imigração não parou com os sabras, também judeus vindos da Argentina, Uruguai, Venezuela e Colômbia se instalaram no Panamá.
Na opinião do rabino Eliahu Birnbaum, da organização Shavei Israel (que acolhe os descendentes de anussim – judeus convertidos à força pela Inquisição), se não existe assimilação e casamentos mistos na comunidade judaica panamenha, esse contexto se deve basicamente ao trabalho incansável do rabino ortodoxo Sion Levy, falecido em novembro de 2008. Nascido em Jerusalém, o religioso desempenhou suas funções de líder espiritual da comunidade sefaradita do Panamá durante 55 anos e, segundo alguns, com um certo rigor. Em sua grande maioria residindo na capital e seguindo os preceitos do Kashrut, as famílias judaicas desfrutam de um conjunto de instituições, como sinagogas, escolas judaicas, yeshivá, associações, clubes, supermercados e restaurantes kasher etc, instalados em prédios amplos, modernos e confortáveis. Em sua visita ao Panamá, o rabino Birnbaum se mostrou entusiasmo com o que viu: “Esse é o exemplo de uma comunidade que conta com toda uma infraestrutura judaica, religiosa e educativa, para preservar a existência judaica.” E reportando-se ao seu último encontro com o rabino Sion Levy, lembrou as palavras que ele disse após mais de meio século de uma vida dedicada à preservação de valores judaicos em terras da América Central: “No Panamá tem tudo o que tem na Terra de Israel, à exceção do Muro das Lamentações.”

Equação complicada
Mas, saindo do Panamá, a situação é bem diferente. Em 2008, a população judaica cresceu 0,05%, embora na diáspora tenha encolhido em 15 mil pessoas. É o que registra a Agência Judaica que também revela que cerca de 11 milhões de norte-americanos que têm pelo menos um avô ou avó de origem judaica já perderam seus vínculos com o judaísmo e não se consideram judeus. Nas últimas três gerações, 55% das uniões de judeus norte-americanos são com pessoas de outras religiões. Já nas antigas repúblicas soviéticas, a assimilação chega a 85%.
Atualmente são 13,3 milhões de judeus no mundo, a mesma população do início do século passado (1914), constata o demógrafo Sergio Della Pergola, da Universidade de Jerusalém. Segundo o especialista, desde o final da 2ª Guerra Mundial, em 1945, a população judaica só cresceu 15% frente a um aumento de 240% da população em geral. Israel, com 5,5 milhões e EUA com 5,3 milhões, são as maiores comunidades judaicas.
Para o presidente da Agência Judaica, Zeev Bielski, o baixo índice de natalidade e a assimilação são ameaças concretas para o judaísmo mundial que enfrenta no presente o desafio de inverter uma equação complicada, mas cada vez mais visível nos grandes centros: a perda da identidade judaica à medida que os judeus se integram de forma positiva nas sociedades em que vivem.

5 comentários:

risnik disse...

David,se no Panamá não ocorrem casamentos mistos,isto no Brasil é fato comum.Veja Xuxa e Luciano Szafir,Angélica e Luciano Huck,entre inúmeros outros casos de assimilação.Foi feita uma pesquisa,inclusive,sobre descendentes de judeus sefaradim que vivem na região Norte.Creio que devemos apresentar o judaísmo à esses descendentes de judeus,entre os quais me incluo.

Anônimo disse...

mais que racismo é esse ,qual o problema de angelica e xuxa se casarem com dois judeus ?

alias, os judeus estimulam tanto na mida ( que são donos)para que os brancos se casem com não brancos (negros pricipalmente),mas dai quando o feitiço vira contra o feitiçerio acham ruim .

davidbor disse...

Judeus donos da mídia? Preconceito puro e estereótipo que é desmentido
pelos fatos...Qual a mídia pertencente a judeus, além do SBT, e que não faz propaganda alguma a favor de Israel ou de coisas judaicas? A Record pende muito mais para Israel do que o próprio SBT.
Ninguém acha ruim casamento misto, apenas expressa uma opinião.

Grognard disse...

Tele tele sena, eu vou, ganhar!

São donos da mídia sim, todas as emissoras são sionistas, os grandes chefes, redatores e diretores são judeus, fazem novelas, noticiários, etc tudo com mensagens pró sionismo e degradação da mora, e estimulam a miscigenação entre raças e religiões. Se mostram smepre como santos, injustiçados, CENSURAM noticias de crimes de judeus, para parecer que não os cometem. Falam mentiras e colocam versões próprias.
Aliás, só apra a opinião da midia em geral ser pro Israel ja é prova. Imprensa que se diz neutra, não deveria apoiar nunca uma ocupação militar como se fosse um conflito civil.

Anônimo disse...

Eu, particularmente, sou neta de holandes por parte de pai , bem provavel que minha avó tinha parentesco judeu, porque ela era do nordeste do Brasil onde ocorreu por volta de 1.600 imigração judaica no pernanbuco Brasileiro. eu prefiro mil vezes me envolver com um judeu do que com homens sem religião... Judeus tem orientação da família, e tratam muito bem as mulheres, são homens para casamento, eu adoro o povo judeu!!!