quarta-feira, 21 de outubro de 2009

O Brasil e seus companheiros no Conselho da ONU-Relatório Goldstone

Sobre o relatório Goldstone, que anda rendendo muito, fui pesquisar sobre que países compoem o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas (obrigado José Paulo C. pela sugestão), integrado também pelo Brasil, para ver em que companhia, afinal de contas, estávamos, já que o nosso governo votou pela aprovação do texto que condenou Israel na semana passada.
Pois bem. Ao lado de alguns países mais ilustres, como EUA,Inglaterra, Alemanha, faço questão de listar para você, leitor preocupado, algumas democracias - e outras nem tanto - como Burkina Faso, Barein,Azerbaijão, Bangladesh, Bosnia, Camarões,China (pródiga em respeitar os tais "direitos humanos", vide o episódio daquela praça de nome impronunciável) Rússia (idem, especialmente para quem não gosta do Putin, que o digam o ex-campeão mundial de xadrez Kasparov e alguns jornalistas), Djibuti, Egito, Gabão,Gana, Nicarágua (onde ainda ontem o ex-guerrilheiro Ortega conseguiu fosse rasgada uma lei para lhe garantir mais um mandato), Malásia, Madagascar, Filipinas, Nigéria,Senegal,Catar, África do Sul, Zambia, Coreia do Sul, Eslováquia,Japão,Cuba (faça-me o favor!), Índia,Chile, Holanda, Ucrânia, Jordania, Bolívia,Argentina.
Sem querer desfazer da sua cultura geográfica aposto que muitos desses países você não consegue localizar num mapa sem algum esforço, não é? Não só pelo tamanho como pela desimportância dos mesmos no contexto geopolítico mundial.
Mas o Brasil não. Ele está lá, grande, bonitão, de frente para o Atlântico, impávido colosso, como diz nosso hino (que poucos sabem entoar).
E não é que votamos contra o minúsculo Israel que é mais democrático do que a esmagadora maioria desses aí? Do que o próprio Brasil? Um país pequenino onde a Suprema Corte cansa de dar ganho de causa CONTRA o Estado e a favor da minoria árabe? Onde os árabes, inimigos declarados, teem até representantes no parlamento? Onde não há censura na imprensa? Onde há passeatas a favor da paz, mesmo que a poucos metros haja homens-bomba querendo acabar de vez
com os manifestantes? País tão pequeno que, no entanto, ocupa o noticiário do planeta há mais de 60 anos todos os dias e que foi o berço de duas das grandes religiões do mundo?
País minúsculo que é a linha de frente da luta que a civilização ocidental trava contra o islamo-fascismo, e que, se perdida essa guerra, estaremos todos de volta à mais profunda idade das trevas?
Vergonha da nossa diplomacia, isto sim. Vergonha de estarmos sendo representados por gente que barganha nossa dignidade e nossos valores em troca de sabe-se lá o quê. Vergonha por termos de abrir nosso espaço aéreo para receber um representante do que de mais atrasado há, um representante do obscurantismo, da ignorância, do fanatismo religioso, que, em nome de tudo isto prega a destruição de um povo que tanto deu à Humanidade, a começar pelo Monoteísmo, passando por tantas descobertas que ajudaram a salvar vidas e a minorar sofrimentos.

1 comentários:

Anônimo disse...

Jihad menor:é assim que os árabes chamam a sua luta para destruir o Estado de Israel.A tal "questão palestina" é um pretexto que os árabes -muçulmanos usam para exterminar o "infiel" do Oriente Médio,ou seja,o Estado de Israel.