domingo, 22 de novembro de 2009

Passeata no Rio:direitos humanos

video
Ao final da marcha foi entoado o Hino Nacional Brasileiro e foram soltos
balões brancos (boa ideia) simbolizando os inúmeros direitos humanos que são violados no Irã.
Não existem direitos humanos tal qual os compreendemos no Ocidente, isto precisa ser repetido o tempo todo.Aliás, a respeito disto existe uma declaração de Direitos Humanos assinada pelos países muçulmanos na cidade do Cairo, bem diferente daquela outra a que se referem os outros países, Brasil inclusive.
Qualquer hora dessas eu abordo o tema por aqui.Uma das grandes incompreensões dos nossos dias é justamente essa, as pessoas falarem de coisas e hábitos do mundo islâmico como se fossem coisas e hábitos do Ocidente, do mundo judaico-cristão, quando não são! Eles não vieram do racionalismo, não tiveram Iluminismo, não tiveram Revolução Francesa, não tiveram nada daquilo que forjou nossa filosofia, nossos valores. Eles nos enxergam diferentemente, mas nós (digo nós por questão de educação, pois com o pouco que li e já vi por lá já consigo vê-los melhor)continuamos a insistir que são iguais a nós, quando não o são.
Outra coisa a respeito da marcha do Rio, e que vai desagradar a alguns menos democratas nessa nossa era de blogs e coisas do gênero: muitos blogs estrangeiros (Israel, França e principalmente Estados Unidos) já ficaram sabendo da passeata, publicaram ontem que ela aconteceria, publicaram a matéria sobre os encontros presidenciais Brasil + OLP (não foi o que disse O Globo elevando a "palestina" à condição de país?) e Brasil + Irã, e enquanto você lê este post já estão com os filmes e fotos da passeata.
É o mundo da tecnologia que nem Ahmadinejad e sua milícia puderam deter quando da briga entre os torcedores do Flamengo e Vasco (palavras de Lula, remember?) após as eleições do Irã.

1 comentários:

Academia Brasileira de Filosofia disse...

Muito emocionante a passeata de ontem. Estar ao lado, segurando a faixa, de Alexander Lacks, presidente da Associação dos Sobreviventes do Holocausto, e sendo filho de um militar que lutou um ano na Itália na Segunda Grande-Guerra Mundial, foi um dos mais importantes momentos da minha vida. Essa é uma luta que merece ser conduzida até o fim da minha vida. A Academia Brasileira de Filosofia também é solidária em defesa da vida e de todas as liberdades.