
When a society loses its memory, it descends inevitably into dementia.
Mark SteynAchei esta frase ótima, especialmente porque vem do autor de um grande livro, do qual já falei aqui, chamado "America Alone", que aborda o problema demográfico do mundo civilizado, e que está prestes a ser engolido pelos muçulmanos em razão da fertilidade destes. Afinal, podem "casar" com 4 mulheres e é só fazer as contas para se ter certeza disso, não esquecendo que na Eurábia onde o wellfare state impera, nem precisam trabalhar. Podem viver com mais conforto do que teriam em seus países de origem com o auxílio que recebem do contribuinte e ainda por cima organizar passeatas, gritar "morte aos judeus e à Europa" etc e tal.
Não à toa que o imam Adly Abu Hajal, que é um político do Partido Moderado da Suécia, acabou de declarar que o melhor país muçulmano que existe atualmente é...a Suécia!!
O imam, que é considerado muçulmano moderado, se é que existe isto, acha que a democracia social daquele país nórdico permite que se aplique a sharia - lei islâmica - dentro de padrões mais modernos e condizentes com a realidade de hoje.
Na condição de imam ele resolve disputas e aconselha pais e adolescentes, fazendo, portanto, um pouco o papel de juiz.
Talvez o caminho seja por aí, mas quero aplicar a frase ao Brasil, e deixar de lado por instantes a Eurábia com seu urgente problema de involução populacional autóctone.
Nós definitivamente não temos memória e daí talvez o quadro de demência, em seu sentido lato, em que se encontra nossa sociedade.
A corrupção que se instalou e que nos mostra sua face todos os dias através da imprensa com seus bilionários escândalos; o crime que alguns chamam de organizado, mas que na verdade é terrorismo puro e simples, pois leva pânico e medo à população civil (e este é um dos objetivos do terrorismo) que tem medo de sair, de ir até a esquina mais próxima, que não dorme enquanto os filhos não chegam em casa em segurança; as instituições que não funcionam e que disputam um poderzinho entre si (tribunais batendo boca, ministro do STF espinafrando o Procurador Geral da República etc); saúde péssima (nunca entendi porque não há epidemias devastadoras por aqui); ensino abaixo da crítica; milhares de pessoas morando nas ruas, todo o nosso cotidiano, enfim, a demonstrar que vivemos uma loucura coletiva.
Mas ao contrário do título do livro de Steyn, o Brasil não está só, está muito mal acompanhado pela Venezuela, Bolívia, Argentina, Equador e agora o Paraguai, todos governados por políticos populistas que só visam à manutenção do poder e do enriquecimento fácil de seus seguidores, engambelando o povo que, cada vez mais ignorante e preguiçoso ,só quer viver das migalhas que lhe são jogadas, na forma das bolsas. E agora falam em mais uma, a bolsa moradia...
O brasileiro não lembra nem em que votou para deputado ou senador na última eleição.
O brasileiro não lembra ou não sabe o nome dos ministros de Estado, ou mesmo do governador ou do prefeito.
O brasileiro não conhece seus direitos e prefere o famigerado "deixa pra lá" ou o "não vai dar em nada" a fazer algo contra quem violou seu direito.
O brasileiro vem sendo massacrado com propaganda do tipo "brasileiro não desiste nunca" ou "ninguém segura o país", fazendo-o crer que é melhor do que outros povos, quando não é.
O brasileiro não sabe que corrupção e violência são punidos, e muitas vezes com a pena capital, em países nem tão adiantados.
O brasileiro acha que a violência urbana que nos assola é a mesma em toda parte do planeta, quando basta uma viagenzinha para se ver que não é bem assim, e que se pode andar tranquilamente nas ruas, sentar num parque para desfrutar do clima e da paisagem, usar um relógio mais caro ou mesmo uma jóia, e isso na maioria dos países, onde "arrastões" são desconhecidos, onde falsas blitzes não inexistentes, onde a polícia é respeitada e respeitadora.
O brasileiro acha que o mundo lhe é exibido pelas novelas e globos repórteres, quando o que ali vê é um simulacro e uma falsificação grosseira da realidade.
O brasileiro, em suma, é um desmemoriado, pois esquece que vive num país continental, riquíssimo, com um clima favorável, sem furacões, nevascas, terremotos ou vulcões, sem inimigos externos, e que o pensamento e a ideologia esquerdista do politicamente correto, com sua linguagem hipócrita, que nos é impingida diariamente pelos jornalistas e falsos intelectuais é que nos levaram à situação em que nos encontramos, e que vai nos empurrar inexoravelmente para uma barbárie sem fim, com crimes horrendos na nossa porta, com hordas de desocupados e miseráveis perambulando pelas ruas, com funcionários corruptos cada vez mais imunes a qualquer tipo de punição desde que sejam parte do poder.
Todos os dias fico feliz em saber que já passei dos 60 anos e que ainda pude viver e aproveitar uma bela e tranquila cidade, num país razoavelmente decente e hospitaleiro, e tenho pena da juventude que, sem memória, pois nada lhes é transmitida, vai enfrentar o futuro que aguarda o país.