segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Férias

O blog vai dar uma parada e só retornará em janeiro. Boas festas e um próspero ano novo aos
leitores.
Espero que o ano que se aproxima não nos reserve surpresas desagradáveis, nem pacotes econômicos, nem mais impostos, nem censuras, nem mais violência (isto eu acho bem difícil).
Até a volta! Vou passear antes que o mundo acabe, já que as previsões dos catastrofistas são
muito sombrias (e eu nem acredito nas baboseiras dos ecoterroristas, mas vou assim mesmo).
Fui!

Novo campeão de Xadrez da FIDE.


BORIS GELFAND, de Israel, sagrou-se hoje campeão da Copa do Mundo de Xadrez ao derrotar o ucraniano Ruslan Ponomariov numa decisão emocionante em que somente após várias partidas de xadrez relâmpago (em que cada jogador tem apenas 5 minutos para jogar a partida toda).
Gelfand, nascido em Minsk, na Bielorússia, emigrou em 1998 para Israel é considerado veterano, (nasceu em 1968) enquanto Ponomariov, que já venceu a Copa, é bem mais jovem e é tido como especialista em finais de partida e hoje perdeu justamente 2 finais de cavalo e peões.
Em 1988 Boris foi campeão mundial de juniors (empatado) e sempre figurou entre os mais fortes jogadores do mundo, tendo sido apontado por Kasparov como seu sucessor, o que jamais se concretizou, entretanto.
Hoje ele é o 7º do ranking mundial, mesmo sendo veterano, o que no xadrez não é pouca coisa, quando se sabe que há talentos cada vez mais jovens.

Parabéns do Grandcapi ao novo campeão!

domingo, 13 de dezembro de 2009

A dívida dos brasileiros já cresce mais do que a renda

O excelente http://movimentoordemvigilia.blogspot.com/traz matéria que sempre é motivo de conversa aqui em casa, assinada por Eduardo Cucolo.
Eu, sem ser economista (mas quem não é quando vai ao supermercado ou a uma loja qualquer?), acho que não é possível andar pelas ruas e receber dinheiro assim, vindo do nada.
Sim, pois não é o que nos dão naqueles infames papeis que dizem "dinheiro? Sem fiador,sem exigência,sem burocracia!" ou algo assim. O crédito fácil, abundante, mas caro, caríssimo, que levam a um superconsumo em que o sujeito não quer saber quanto está pagando de juros, mas somente se a prestação cabe, no momento, em seu salário, não pode refletir a realidade de um quadro econômico. E se ele perde o emprego? E se acontece um imprevisto ou mesmo se um dos itens que ele comprou quebra ou se estraga? Vai ter dinheiro para consertar?
Eu não acredito neste crescimento da economia assim. Não posso acreditar em crescimento e consumo vendo gente que a olhos vistos (e estou sendo preconceituoso sim) não tem a mínima condição de ter celulares de última geração, notebooks, e outros petrechos desfilarem pelas ruas com eles (e imagino o que devem ter em casa, já que devem ter trocado - sem precisar - fogão,geladeira e comprado tvs enormes), tudo movido a publicidade e crédito em n meses.
Mas vamos ler o que diz a matéria.

OUI, NOUS SOMMES DANS “LÁ MERDE” – (MOVCC)

Em cinco anos, o número de brasileiros com dívidas acima de R$ 5.000 passou de 10 milhões para 21 milhões, segundo o Banco Central. Obtiveram empréstimos que, somados, chegam a R$ 430 milhões. Esse valor equivale a 70% do total de crédito concedido pelo sistema financeiro para as famílias do país. Muitos fizeram pela primeira vez financiamento de veículos ou casa própria.
Para especialistas, descompasso em relação à capacidade de pagamento deve gerar uma elevação na inadimplência em 2010. Governo avalia que aumento no crédito para o consumo foi fator importante para tirar o país da recessão verificada na virada do ano.
O número de brasileiros com dívidas acima de R$ 5.000 mais que dobrou nos últimos cinco anos, segundo dados do Banco Central. Para algumas dessas pessoas, isso significou o acesso, pela primeira vez, a crédito para aquisição da casa própria ou do primeiro veículo.
Outros, no entanto, entraram nas estatísticas oficiais devido ao acúmulo de dívidas e a prestações não pagas.
Os dados oficiais sobre o sistema bancário confirmam essas duas interpretações. Por um lado, mostram que o aumento no crédito para pessoa física ocorreu, principalmente, nos segmentos imobiliário e consignado, aqueles que têm juros menores e desequilibram menos o orçamento familiar, quando bem planejados.
Também mostram, no entanto, que o valor total da dívida dos brasileiros cresceu mais do que a renda dos trabalhadores. Além disso, a inadimplência continua próxima dos patamares recordes alcançados no período mais agudo da crise.
Em setembro deste ano, aproximadamente 23 milhões de pessoas físicas tinham empréstimos, ou dívidas, que somavam R$ 5.000 ou mais, de acordo com dados do SCR (Sistema de Informações de Crédito do BC). Isso representa mais de 10% da população brasileira. Há cinco anos, eram menos de 10 milhões de pessoas.
Juntos, esses clientes têm R$ 430 milhões em crédito, o que representa 70% do estoque de empréstimos existente no sistema financeiro para as famílias brasileiras. São cerca de R$ 20 mil por devedor.
Nem a crise financeira conseguiu interromper essa expansão. Entre setembro de 2008 e setembro deste ano, o número de "grandes e médios" endividados subiu 22%. Foram quase 4 milhões de brasileiros a mais que assumiram dívidas acima desse valor, praticamente o mesmo número verificado nos 12 meses anteriores.
Aspecto positivo
Para o governo, esse movimento se deve a um aspecto positivo. O aumento no crédito para o consumo foi um fator importante para tirar o país da recessão verificada na virada do ano. Além disso, com a retomada dos empréstimos, o consumidor conseguiu trocar dívidas mais caras, como a do cheque especial, por financiamentos mais baratos.
O advogado Ricardo William Camasmie, por exe
mplo, aproveitou os benefícios fiscais e o fato de estar com as contas em dia para entrar novamente em um financiamento de veículo. "É uma coisa de cada vez. Eu já tinha quitado o veículo anterior e não tinha mais dívidas."
Alguns especialistas apontam, porém, para os riscos do cenário atual, no qual o crescimento das dívidas acontece mais rápido do que o avanço dos salários. Para o economista Luiz Rabi, da Serasa Experian, esse descompasso em relação à capacidade de pagamento deve levar a um aumento na inadimplência em 2010. Depois de bater o recorde na metade do ano, o volume de empréstimos em atraso teve um pequeno recuo nos últimos meses.
"Esse movimento de queda da inadimplência vai se interromper em breve, devido à piora que estamos vendo na qualidade do crédito e à disparidade entre o endividamento e a renda das pessoas", diz Rabi.
Perfil saudável
Para o economista Altamiro Carvalho, da Fecomercio SP, a cautela por parte do próprio consumidor e as regras rígidas do sistema bancário fazem o mercado brasileiro de crédito ainda apresentar um perfil bastante saudável.
Segundo ele, o risco de que haja um aumento maior da inadimplência vai depender do crescimento da economia no próximo ano, que precisa voltar a puxar a massa salarial.
Apesar de o trabalhador estar mais endividado, os dois especialistas descartam problemas semelhantes ao que ocorre nos EUA, onde o descontrole no mercado de crédito levou à chamada crise do "subprime".
As estimativas hoje são que os brasileiros comprometam entre um terço e 40% da sua renda com o pagamento de prestações, o que é considerado um percentual adequado para os níveis internacionais.
"O nosso nível de endividamento ainda é muito baixo. Estamos muito mais para Japão do que para EUA", diz Carvalho. Folha de São Paulo

Razão pela qual não há igrejas na Arábia Saudita.

video
No vídeo acima um clérigo muçulmano, que ostenta o pomposo título de DR, explica ao entrevistador de forma "irrefutável", usando uma ciência exata, a matemática (!), a razão pela qual não é permitida - por inteiramente desnecessária - a construção de igrejas ou templos de outras religiões na Arábia Saudita.
A argumentação é baseada ainda, como não poderia deixar de ser, no Corão que, aí sim, proíbe que qualquer outra religião seja praticada na Arábia Saudita (e esta uma das queixas de Bin Laden em relação à família real saudita que permitiu que infieis conspurcassem a terra santa)
Assista e veja o raciocínio.

sábado, 12 de dezembro de 2009

De burquinis e modos de vida.


Vejam como funciona a invasão da Eurábia: em Amsterdam, na Holanda, um grupo de mulheres muçulmanas está exigindo que homens sejam impedidos de usar uma piscina pública (Zuiderbad) enquanto elas a estejam usando, mesmo com o tal de burquini.
Os empregados da piscina não concordaram e a discussão agora foi até o prefeito local.
Como se sabe um burquini é um traje de banho que cobre o corpo todo, desenhado especialmente para mulheres muçulmanas, mas ele deixa os pés e as mãos de fora, e as tais mulheres dizem que não se sentem à vontade com homens estranhos vendo essas partes do corpo.
Egbert de Vries, que dirige o distrito de Oud-Zuid, disse que não teria sentido barrar homens da piscina por esse motivos, mas admitiu criar horários especiais para homens e mulheres (já é uma vitória para "eles"), já que há horários para nudistas nadarem à vontade.
Um membro do Parlamento holandês, Paul de Krom, declarou que tudo isso é bizarro e que o mundo está de cabeça para baixo (aplausos para ele), acrescentando que "se querem nadar de burquini e pedir para que os homens deixem a piscina, que façam isto em Casablanca".
A notícia veio do Telegraaf (holandês).
É, portanto, assim, que funciona. Conseguem algo pequeno. Depois mais exigências. Mais uma e assim vão, até que quando se vê mudaram o modo de vida do bairro, do estado, do país e de tudo o que se conhecia.


TEMPOS PERIGOSOS.


Mais uma vez, um brilhante artigo de Maria Lucia Victor Barbosa

Em tempos de campanha adversários se transformam em inimigos e a política pode se tornar literalmente caso de vida ou de morte. Porém, as “armas” mais brandidas são as que funcionam para mudar o comportamento dos eleitores porque, se a política consiste em traçar de forma racional metas para alcançar o poder, o povo faz política a partir de emoções devidamente manejadas por hábeis prestidigitadores de ilusões. Estes se revezam, sobretudo, nos palanques eletrônicos das TVs onde é fácil enganar mentes sequiosas de serem enganadas. Para tanto são utilizados o cinismo, a mentira, a hipocrisia que, se são empregados por todos os grupos sociais aparecem de forma mais nítida no palco iluminado da política.
Entre inimigos, que amanhã poderão trocar beijos e abraços, não cessam os combates visando à destruição mútua. Vale tudo para se alcançar ao alvo mais cobiçado: o poder. Mesmo porque, o poder político e o econômico caminham juntos e ambos agregam a sensação de pairar sobre as pessoas comuns, o inebriante sentimento de satisfazer o ego, a deliciosa impressão de imunidade, a encantadora vassalagem dos sabujos palacianos, a adoração das massas maravilhadas diante do salvador da pátria. E, assim sendo, funcionam especialmente quando campanhas esquentam: a traição, a vilania, a corrupção, a intriga, a difamação. É imprescindível abater o inimigo, tirá-lo do caminho custe o que custar.
Tempos de campanha são tempos perigosos onde os poucos escrúpulos que possam existir se esvaem completamente. Pululam mercenários que se oferecem a quem der mais. Traidores espreitam com a desenvoltura que caracteriza os chantagistas.
Ao mesmo tempo, máscaras são afiveladas para simular bondade, moralidade, integridade, religiosidade. O que é falso deve parecer verdadeiro. Erros, falcatruas, crimes cometidos devem ser atribuídos aos outros.
Na podridão moral em que o Brasil mergulhou, a próxima campanha deve ser uma das mais pesadas já existidas porque o partido que ora ocupa poder não consentirá em perdê-lo. Tudo foi cuidadosamente preparado para a permanência da máquina petista, pois na degradação política em que nos encontramos vemos partidos ditos de oposição que não fazem oposição, instituições que desvirtuaram seus objetivos, entidades que como a maioria se venderam ao governo Lula da Silva. Para piorar, temos o Legislativo e o Judiciário submetidos ao Executivo, enquanto a propaganda asfixiante entorpece as mentes, tolda o entendimento da maioria, rende pobres e ricos a certas bondades governamentais.
Nesta época em que valores se perderam, a maioria concorda e mesmo louva condutas corruptas de seus governantes. Os escândalos que se sucedem vertiginosamente na esfera política são aceitos com naturalidade ou indiferença. Para a plebe basta futebol, enquanto torcidas movidas a puro barbarismo são amostra da violência que grassa impunemente por todo país.
Estranhamente, na era das comunicações campeia a desinformação. O paradoxo que pode ser explicado ao se entender que informações são selecionadas conforme motivações individuais. Se interesses se concentram em esporte, colunas sociais, novelas ou assuntos mais amenos, pessoas que, inclusive, possuem razoável nível cultural, podem surpreender por sua ignorância acerca do que se passa na esfera política.
Tanto faz se os dólares na cueca, os reais nas meias foram surrupiados por políticos do PT, do DEM, do PMDB, do PSDB ou de qualquer outro partido. Partidos políticos no Brasil são apenas clubes de interesse, sem a característica clássica de serem os elos entre povo e governo e, por isso, conta apenas o poder pessoal concentrado em figuras do Executivo, sendo a mais notada a do presidente da República.
Qualquer pessoa é fruto de sua época e de sua circunstância e o atual presidente da República não foge á regra. Ele se enquadra nesses tempos de mediocridade, de vulgaridade, de superficialidade. Isso nada tem a ver com sua origem humilde, com o fato de continuar por vontade própria semi-analfabeto. Muitos o comparam e ele também o faz, a Getúlio Vargas. Mas a diferença é que o culto da personalidade de Vargas foi construído por ele a partir de suas obras e de seu populismo, o que o tornou popular. Lula da Silva teve um culto de personalidade construído para ele com base no populismo, o que o fez popular. Getúlio era sagaz. Lula é apenas esperto. Getúlio era carismático com base na sua personalidade. Lula tem personalidade atraente para o povo com base na boçalidade cuidadosamente cultivada. Getúlio falava aos sindicalistas. Lula é sindicalista e disso não passou ao se tornar presidente. Getúlio escreveu em sua carta testamento que “saia da vida para entrar na história”. Gabeira disse com muito acerto que “Lula saiu da história para entrar no marketing”. Em termos de América Latina, Getúlio foi algo aproximado a Perón. Lula que quer comandar a América Latina é algo que se aproxima de Hugo Chávez. Getúlio foi explicitamente um ditador, portanto, não queria deixar o poder. Lula tem estofo de ditador e o PT não permitirá que o poder adquirido com tanta dificuldade seja perdido. Isso significa que teremos as eleições mais truculentas de nossa história. Os adversários do PT que se cuidem, pois, sem dúvida, vivemos tempos perigosos.

Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Judeus sefarditas de Salonica.


Antes do início da Segunda Guerra Mundial, havia cerca de 56.000 judeus a viver na cidade-porto de Salónica. No final da guerra, quase 98% da comunidade judaica de Salónica tinha perecido nas câmaras de gás, trabalho forçado, fome e doença em Auschwitz-Birkenau. Somente 11.000 Judeus em toda a Grécia (de um total de população pré-guerra de 77.000) sobreviveu ao Holocausto, dos quais aproximadamente 1.100 voltaram directamente dos campos de morte nazis.

Salónica foi outrora o centro da vida religiosa e cultural sefardita e da vida intelectual judaica no geral, que ostentava instituições culturais como teatro Judeo-Espanhol, imprensa, literatura secular e música. A cidade ficava virtualmente parada no sábado, o Shabbat.

No entanto, a maioria dos sobreviventes sefarditas acreditam que os ashkenazitas marginalizaram o seu sofrimento. Eles acreditam que as experiências deles foram tratadas como uma reflexão tardia pelos académicos e organizações, mais notadas no Yad Vashem e nos Museus do Holocausto em Jerusalém, Israel e Nova Iorque. Ambos citaram numerosas fontes para provar o contrário.

A comunidade judaica de Salónica floresceu durante muitos séculos. Tão tarde quanto 1912 os judeus eram o maior grupo étnico-religioso na cidade. Mas em 1917, um grande fogo devastou Salónica, facto que deixou os judeus fragmentados e os empobreceu. Com o advento de nacionalismo grego e a reorganização dos Cristãos Ortodoxos na Grécia em 1923, os judeus de Salónica começaram crescentemente a sentir-se marginalizados. Antes das duas guerras mundiais, ocorreram fenómenos periódicos de anti-semitismo, tais como a tradução em grego da falsificação afamada, "Prótocólos dos Sábios de Sião", em 1928. É possível que entre 20.000 a 25.000 judeus tenham deixado a cidade antes da Segunda Guerra Mundial estourar.

Em Abril de 1941, a Alemanha nazi invadiu a Grécia. O Rei George II sai de Atenas e um regime fantoche pró-Eixo é instalado, com o país dividido em três zonas diferentes: Atenas e certas ilhas estavam debaixo do controle de Itália; Macedónia oriental estava debaixo do controle de Bulgária; e Salónica era controlada pelos Nazis. Logo, um gueto foi criado para os judeus de Salónica onde eram forçados a usar uma estrela amarela. Espectáculos de humilhação pública para com os judeus tornaram-se um lugar-comum e não levou muito tempo a estes serem deportados para campos de concentração, em Março 1943. Aproximadamente um quinto da população de Salónica era deportada, que conduziu ao saque difundido de casas e negócios pertencentes a judeus.

O Rabino Chefe de Salónica era na ocasião Zvi Koretz, uma figura particularmente controversa. Um rabino ashkenazita ordenado em Viena, que se tinha tornado o rabino principal de Salónica em 1933. Detentor de um doutoramento em Árabe e Filosofia Medieval Islâmica no Instituto de Estudos Orientais de Hamburgo, foi acusado no pós-guerra por sobreviventes gregos do Holocausto de ser um colaborador dos nazis. Koretz tornou-se o rabino principal numa altura em que a liderança judaica procurava uma aproximação mais moderna para o Judaísmo na cidade, essencialmente depois do líder tradicionalista, Haim Habib, ter recusado dar um aperto de mão à rainha grega por motivos de modéstia e recato religioso (Tzniut). Mas o acontecimento teve o efeito oposto e Koretz tornou-se impopular devido ao seu comportamento rígido e arrogante. Foi preso pelo exército alemão um mês após a invasão da Grécia e foi enviado de volta para Viena onde esteve preso oito meses, acusado de promulgar propaganda anti-alemã.

Em 1940, Koretz protestou activamente o bombardeamento italiano da Igreja de Santa Sophia em Salónica, facto que causou suspeita a muitos judeus gregos que colocaram a hipótese deste ter sofrido uma "lavagem ao cérebro" pelo Nazis e se tornar seu colaborador. Além disso, ele serviu cooperação às autoridades alemãs no início de 1940 e foi forçado pelo Nazis a encabeçar o Conselho Judaico local. Neste papel, teve oportunidade de negociar a libertação de 4.000 jovens judeus levados para trabalho forçado, mas não conseguiu os fundos necessários para manter o cemitério judaico com mais de 500 anos, um dos maiores na Europa. Os alemães demoliram-no e usaram as lápides para a construção de estradas, piscinas e urinóis.

Na primeira grande acção pública contra os judeus de Salónica, o General Kurt von Krenzski, chefe das forças alemãs no norte da Grécia, ordenou todos os homens adultos judeus a juntar-se na Praça de Eleftheria na manhã de 11 de Julho de 1942 com o fim de registar todos os homens para detalhes de trabalho. Em vez de tarefas de trabalho foram mantidos quase 10,000 homens parados ao sol durante o dia inteiro enquanto os soldados alemães e italianos os humilharam em frente à população não-judia forçando-os a tarefas desagradáveis. Aqueles que desfaleciam do calor e cansaço eram espancados pelas tropas e encharcados com água até se colocarem novamente de pé.

A solução-final começou na Grécia em Fevereiro de 1943, com a chegada de dois proeminentes oficiais nazis, Dieter Wisliceny (ajudante íntimo para Adolph Eichmann que supervisionou muitas deportações) e Alois Brunner. Quando os dois chegaram a Salónica, ordenaram imediatamente medidas anti-judias que o Rabino Koretz aconselhou os judeus a aceitarem. Em contraste com o rabino principal em Atenas, Elias Barzilai que encorajou que a comunidade fugisse, Koretz falou aos judeus que eles seriam reorganizados em segurança na Polónia e eventualmente encontrariam trabalho num outro lugar - de acordo com algumas crónicas de então.

Muitos notáveis de Salónica e judeus da restante Grécia foram um símbolo de coragem durante a guerra. O campeão boxeur meio-peso, Jacko Razon, contrabandeava sopa para os ocupantes famintos na cozinha de Auschwitz-Birkenau, onde ele trabalhou. Jacko Maestro de apenas quinze anos de idade tornou-se coordenador de trabalho de 10.000 reclusos e salvou várias vidas subornando guardas alemães. Em 1944, os Sonderkommando gregos organizaram uma revolta nos crematórios matando vários guardas nazis. Isaac Baruch conseguiu pôr uma bomba no forno crematório "Crematorium III", no qual o edifício foi destruído. Os conspiradores foram executados publicamente, enquanto entoavam canções tradicionais gregas e o hino nacional grego.

No término da guerra, mil judeus sobreviventes de Salónica voltaram à cidade para encontrar as suas casas e negócios assumidos por gregos que recusaram renunciar controlo da propriedade pilhada. A maioria escolheu deixar a cidade onde nasceram, seguindo para os Estados Unidos ou Palestina. Hoje, há cerca de 250 judeus gregos a viver em Israel.

(MATÉRIA EXTRAÍDA DE www.mordecaizvi.blogs.sapo.pt)

Inglaterra discrimina produtos de Israel.

O governo inglês "aconselhou" as redes de supermercados a indicar a procedência dos produtos vindos de certas regiões de Israel, como o Golan e o que se costuma chamar de "territórios ocupados", mas que outros chamam de Judéia e Samaria.
Não seria melhor, talvez, colocar uma estrela amarela nas embalagens para os analfabetos, que, assim, saberiam que se trata de produto judaico?
A rendição da ilha de sua majestade ao poder islâmico vai a passos rápidos. Se Churchill estivesse vivo (mas deve estar se revirando no caixão pois tinha horror a eles) já teria feito uma revolução ou se mudado.
Vamos qual o próximo país a seguir a orientação britânica e qual será o próximo passo por lá. Quem sabe a introdução das leis de Nuremberg promulgadas por Hitler, barrando judeus do serviço público, proibindo casamentos entre judeus e não judeus e otras cositas mas? Acho que ainda veremos isso.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Judeus chineses chegam a Israel.


Já viu judeus chineses? Pois o vídeo acima mostra um grupo chegando a Israel e logo depois indo ao Muro das Lamentações. É comovente ver como consideram que após muito tempo estão "voltando para casa".

Veja do que é capaz o MST.


No dia 3 de novembro de 2009 o MST invadiu propriedades no sul do Pará e destruiu, saqueou e queimou tudo o que viu pela frente.Temos ou não temos o direito à propriedade privada nesse país? Esta a primeira e fundamental pergunta.
O MST é uma quadrilha financiada com o dinheiro dos nossos impostos e não é coibida pelo governo federal. Ao contrário, Lula já usou até o boné desses terroristas!
Num país sério todos já estariam na cadeia e o presidente já teria sido destituído por ligações com gente dessa espécie.
Assista o vídeo e julgue por si mesmo. É o fim do fim. Cenas como essas você não vê na televisão, na mídia amestrada e que vive dos anúncios do governo.
O MST é guerrilha.Não se iluda.

De minaretes, judeus e intolerância.


Andei recebendo newsletters e mails de judeus e não-judeus sobre o recente plebiscito suíço banindo a construção de minaretes na Suíça. Uns a favor e outros contra. Já me manifestei aqui plenamente a favor da proibição.

O que estranho é que judeus estejam do lado dos islamo-fascistas, falando em intolerância, quando a questão é justamente a intolerância dos muçulmanos. Não dá para se comparar os judeus alemães da década de 30 do século XX com o que aconteceu na Suíça, ou com a Europa de hoje. Os judeus alemães eram os mais bem integrados de todos. Eram na verdade alemães,não saíam às ruas criando tumultos,não eram criminosos, não integravam as estatísticas como estupradores, não queriam transformar a sociedade alemã, não queriam impor sua religião à Alemanha, não gritavam “morte aos alemães”, como gritam os muçulmanos em suas passeatas (morte aos judeus).

Os muçulmanos que hoje estão em toda a Europa sim. Não só os que estão na Suíça, mas em toda a Europa.Querem impor seu modo de vida. Não se integram. Quando chamo aqui o velho continente de Eurábia não estou inventando um termo, estou apenas e tão somente usando o nome de uma antiga revista árabe que se chamava Eurábia...Significativo,não? E não sou o único a usá-la. Há muita gente séria a empregar tal palavra.

Não dá para comparar um minarete, que não é mencionado no Corão, com o campanário de uma igreja. A proibição tem um simbolismo, como o minarete tem. O minarete é político, por isso é cada vez mais alto, por isso é propositadamente mais alto do que a igreja, onde quer que seja construído. Como bem viram os suíços, primeiro os minaretes, depois as burcas, depois a sharia.Se não se aceita, ameaças, tumultos, tumultos e até assassinatos, como o de Theo van Gogh e de outros que antes ou depois são rotulados de xenófobos ou de neo-nazistas.

O islamismo além de religião é uma ideologia, e isto precisa ser compreendido pelos judeus e não-judeus. O islamismo é supremacista, quer conquistar o mundo, pois isto é mandamento de Allah. Está escrito no livro sagrado, o Corão.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Egito constroi muro de ferro em fronteira com Gaza.

O Egito começou a construir um muro de ferro de cerca de dez quilômetros de comprimento em sua fronteira com a Faixa de Gaza para frear o contrabando de alimentos, bens e armamento ao território sob bloqueio israelense, revela hoje o jornal israelense "Ha'aretz". A barreira entrará no solo até 20 ou 30 metros e será impossível de cortar ou fundir, afirma o jornal, com base em "fontes egípcias" não identificadas. Embora venha a ser formado por enormes placas, não se espera que o muro acabe totalmente com as atividades de contrabando nas centenas de túneis que ligam Gaza ao Sinai egípcio. Os habitantes de Gaza recebem por esses dutos comida, combustível, armamento, peças e todo tipo de produtos domésticos que dão um alívio à maltratada economia do território, insuficientes diante das carências geradas por três anos de bloqueio israelense. Centenas de túneis foram bombardeados pelo Exército israelense durante sua ofensiva em Gaza há quase um ano, enquanto as forças de segurança egípcias destruíram ou introduziram água ou gás venenoso em dezenas de outros. A outra fronteira de Gaza, com Israel, conta com uma ultravigiada barreira, enquanto o espaço marítimo do território palestino é controlado por navios de guerra israelenses.

OU SEJA, quero ver a imprensa e os tais grupos de direitos humanos e ONGS agora gritarem, espernearem, protestarem contra o muro egípcio como fizeram quando Israel construiu um para se proteger dos ataques terroristas que mataram muita gente. Os "irmãos em Allah" estão construindo um muro e não recebem seus, se posso assim chamar, patrícios, aumentando a vigilância e a repressão. Mas é claro que a culpa será de Israel, como sempre, pois se não fosse a "ocupação" (que já acabou faz muito tempo, mas que é sempre mencionada) o muro egípcio não seria necessário.Aguardem só.

Obama: um inimigo de Israel


[Análise] Guy Millière

(original em francês - Traduzido por Irene Walda Heynemann)

A questão já está entendida há muito tempo. Obama é um inimigo de Israel. Na realidade, a questão foi entendida bem antes que o atual hóspede da Casa Branca tenha sido eleito. Eu não fui de jeito algum o único a dizer isto; eu estava acompanhado de nada menos do que Norman Podhoretz, David Horowitz, Daniel Pipes, Bill Kristol ou Elliott Abrams, só para citar alguns nomes.

Algumas pessoas entenderam que nós concedemos a Obama o benefício da dúvida, e consideraram possível que ele pudesse ter freqüentado a companhia dos anti-semitas, dos ultra-esquerdistas, dos adeptos da violência e dos “pró-palestinos” radicais, durante mais de vinte anos, e mudado de orientação após prestar o juramento sobre a Bíblia. Só se pode esperar, pelo bem de sua sanidade mental ou sua integridade intelectual, que essas pessoas tenham mudado de opinião.

Se não o fizeram, será necessário classificá-las na tropa das adeptas da mentira e da cegueira voluntária.

Obama é, portanto, um inimigo de Israel. Ele não pode manifestá-lo explicitamente, abertamente, de um modo claro, e tem que usar rodeios e desvios para dar curso à sua hostilidade.

Ele não pode dizer francamente que deseja o desaparecimento de Israel, tem que adotar um projeto flexível, por etapas. Ele não pode bater de frente com toda a classe política israelense e deve tentar encontrar lá aliados em quem possa se apoiar. Ele não pode, não mais, dizer tudo aquilo que ele pensa, para os representantes da comunidade judaica americana, sob pena de que estes se sintam ofendidos. Mas ele avança com seus peões.

Em menos de um ano, os atos de hostilidade de Obama, em detrimento do Estado hebreu, foram tantos que fazer o inventário de todos eles seria muito demorado. Nós citaremos aqui somente alguns:

  • Tratamento ofensivo dispensado a líderes israelenses em visita à Casa Branca: na recepção de Shimon Peres pela porta de serviço, como se fosse sobre um empregado doméstico, na visita gélida acordada há pouco com Netanyahu, recebido, em horário muito tarde, também pela porta de serviço, e, ainda, com a proibição de fotógrafos e câmeras e a recusa de participar da mínima entrevista coletiva, que é usualmente concedida.

  • Promoção de um lobby judaico-americano anti-israelense, supostamente para impedir a ação do AIPAC (Comitê de Assuntos Públicos EUA-Israel), chamado JStreet (os líderes do JStreet se dizem “pró-Israel”, naturalmente, mas suas posições são tão pró-israelenses quanto as do Conselho de Relações Americano-Islâmicas).

  • Discurso incriminando Israel como único responsável por todos os bloqueios e todas as dificuldades presentes no Oriente Médio, em razão de atividades de “colonização” que, se nós seguirmos a visão de Obama, poderia nos levar a considerar a simples presença de judeus no Oriente Médio como uma atividade “colonial”.

  • Outros discursos, que retomam as falsificações da história de Israel, e que recorrem a comparações ofensivas, destinadas a fortalecer a propaganda anti-israelense: comparações de Israel com a África do Sul da era do apartheid, ou com o Sul escravagista antes da Guerra da Secessão (Guerra Civil americana), por exemplo.

  • Mensagens muito ambíguas, transmitidas à Autoridade Nacional Palestina, incitando seus líderes a tomar atitudes mais extremistas, tendo conseguido, nestes últimos dias, a proposta de Salam Fayyad, que fala sobre a proclamação unilateral de um Estado palestino nas “fronteiras” de 1967.

  • Atitude de apaziguamento sistemático com relação ao Irã de Ahmadinejad, equivalente a ratificar os avanços do regime para conseguir armas atômicas e também ratificar o ataque convulsivo do Hezbollah no Líbano.

  • Estímulos dados ao governo turco com vistas à reconciliação com sua civilização muçulmana fundamentalista, que deu ênfase e acelerou o escorregamento de Turquia para a órbita islâmica e para a hostilidade cada vez mais marcante contra Israel.

  • Retorno dos Estados Unidos ao Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, equivalente a lhe auferir uma legitimidade adicional, além de sua presença neste Conselho no exato momento em que o tristemente famoso Relatório Goldstone estava sendo confirmado.

  • Afirmações repetidas de que o “plano de paz Saudita” (que, na realidade, não é de forma alguma um plano de paz, porque sua implementação resultaria no desaparecimento de Israel a médio prazo) é uma base legítima para discussão e “solução” do conflito.

As conseqüências desastrosas destes movimentos, dentro do quadro da guerra midiática e política empreendida contra Israel, no continente europeu, são muito claras. Os governos francês, britânico, sueco, norueguês, não têm mais qualquer restrição de se manifestar, em múltiplos protestos e acusações dirigidas contra Israel. E, em certos casos, nas ameaças de boicote, que às vezes se concretizam.

Vários jornais e canais de televisão, na Europa, excederam, durante os últimos meses, novos limites na difamação de Israel, retomando, por sua conta e em estado bruto, algumas das piores abjeções originárias da propaganda palestina.

O resultado de tudo isso junto deve ser expressado sem rodeios. Ele esteve, nestas colunas, escritas por Stéphane Juffa: Israel está muito só. Mais só do que nunca, há muito tempo. E sujeito a ameaças que se tornam cada vez mais acentuadas, claras e graves.

É necessário se preocupar? Sim, naturalmente, eu responderei. Mas entre se preocupar e ceder à inquietude, há uma margem que é necessário ter cuidado para não cruzar. Por um lado, não é a primeira vez, lamentavelmente, que Israel está isolado. A situação esteve bem mais desesperadora no momento da Guerra de Independência que se seguiu imediatamente ao (re)nascimento de Israel.

E a diferença com relação à situação daquela época consiste no fato de que Israel, hoje, não apenas tem os meios para se defender, como também tem uma imensa superioridade tecnológica em material militar.

Por outro lado, Israel pode contar com numerosos amigos ao longo do mundo: se os amigos de Israel são raros na Europa hoje, eles existem nos Estados Unidos, onde o movimento conservador e as correntes de evangélicos são de defensores firmes de Israel. Porque eles vêem em Israel uma terra de liberdade, democracia, ética e prosperidade, à qual se conectam por um sentimento muito poderoso de uma comunidade de destino.

Finalmente, e é um dos assuntos centrais do último livro publicado por George Gilder, sobre quem eu já falei nestes colunas, O Teste de Israel; é o tema essencial de um livro de Dan Senor e Saul Singer ao qual voltarei, Nação Iniciante: A História do Milagre Econômico de Israel; é o assunto que percorre em profundidade todo o livro que eu há pouco publiquei, A Sétima Dimensão.

Não é somente em matéria de tecnologia militar que Israel está em posição de superioridade, mas em todos os domínios da inovação, que fazem a economia do futuro, no que ela tem de mais fértil.

Todas as regiões, todos os países do mundo, que pretendem trabalhar para ficar melhor integrados dentro nesta economia, e encontrar ou reencontrar o caminho da prosperidade, têm, além das idéias e dos valores, um interesse concreto em desenvolver sinergias com Israel e em escolher seu lado.

Obama escolheu o seu e suas políticas vis-à-vis Israel mantêm a coerência com uma política geral de renúncia à defesa dos direitos humanos: o povo israelense é objeto do mesmo desdém que o povo iraniano, os habitantes de Darfour ou do Zimbábue.

Suas políticas com relação a Israel podem também estar ligadas com sua política nacional: de desperdícios financeiros, que serão necessárias gerações para recuperar; de fraqueza geral em frente ao Islã radical, porque o sucessor de George Bush na Casa Branca ainda não sabe, parece, porque o major Hasan matou quatorze pessoas em Forte Hood e se recusa, justo nesta hora, a dizer que se trata de um atentado.

E uma vez que ele veio, também, pela intervenção do seu Ministro da Justiça, Eric Holder, a decidir que os estrategistas dos ataques de onze em setembro eram simples civis, que têm que se beneficiar da presunção de inocência, dentro do sistema legal de um tribunal da cidade de Nova Iorque; decisão que numerosos comentaristas consideram como a mais desastrosa que foi tomada por um presidente desde que os Estados Unidos existem.

A Europa, pusilânime, declinante e trêmula em frente ao Islã radical, também escolheu seu lado. A posição da administração Obama não reflete em nada as escolhas posteriores dos Estados Unidos. E, até que o desastre Obama seja relegado ao passado, Israel pode tecer mais ligações com países de futuro, tais como a Índia. Israel deve, desde já, se preparar para o depois de Obama. É o que está sendo feito. É o que será feito.

Guy Milliere, é professor na Universidade de Paris, economista do Banco de França, colunista na imprensa francesa e autor de livros como "Mundo-EUA" e "Um Gosto de Cinzas: França, o fim do caminho?"

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Cristãos presos no Marrocos por pregarem a sua fé.

A polícia de Oujda, no Marrocos, prendeu 17 pessoas na última sexta-feira, por estarem reunidas sem a devida autorização para a divulgação da fé cristã.

Os trabalhos de proselitismo trazem problemas para os valores do reino marroquino, segundo um comunicado do ministério do interior daquele país, citado pela agência Maghreb Arabe Presse, citado pelo site Bivouac-AD.

A mesma fonte sublinhou que em meio aos detidos havia estrangeiros, dos quais 2 sulafricanos, e um da Guatemala, além de um suíço.

Em março o Marrocos expulsou cinco mulheres de origem eupeia após acusá-las de atividades missionárias cristãs em seu território.

Assim, pois, funcionam os países muçulmanos: eles podem ir aos países cristãos, budistas, a Israel, construir mesquitas, pregar, disseminar sua religião, mas um cristão, um budista, um baha'i ou quem for de outra crença qualquer será detido, encarcerado e até executado se fizer o mesmo por lá. É o mal da democracia, de tudo permitir sem ver que está sendo minada por dentro, que em nome do multiculturalismo deixará em pouquíssimo tempo de existir.


Hezbollah no Conselho de Segurança da ONU.

No dia 1 de Janeiro o Líbano se tornará membro do Conselho de Segurança da ONU, já que foi eleito em outubro passado pela Assembleia Geral para um mandato de 2 anos. O governo daquele país, que agora tem uma maioria de ministros ou do Hezbollah ou do presidente Michel Suleiman tem influência ou da Síria ou do Irã.O Hezb0llah tem poder de veto sobre decisões do governo.
Isso quer dizer, então, que aquela organização terrorista terá voz ativa em resoluções que poderão condenar Israel, em decisões que podem levar à paz na região, em sanções contra o Irã e assim por diante...
Já não era muito bom ter cadeiras ocupadas pela Líbia, Sudão, Argélia e o próprio Irã na Comissão de Direitos Humanos, e agora o Hezbollah. Está faltando o quê? Al Qaeda e o Hamas?
E ainda há gente que leva a ONU a sério...




segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

O começo da Bolívia nazista


El comienzo de la Bolivia nazi, por Jose Brechner
extraído do blog http://www.marthacolmenares.com

“Toda adversidad trae consigo la semilla de un beneficio equivalente o mayor”
-– Napoleón Hill

Lo que somos y donde estamos, es resultado de las decisiones acertadas o erróneas que tomamos.

Si una sociedad decide demolerse colectivamente, es su elección.

Alemania optó así en el pasado, pagó durísimas consecuencias, no antes de haber causado sufrimientos y daños irreparables. Pero aprendió, y nunca más votaría por el nacionalsocialismo, que además quedó prohibido por sus fundamentos racistas.

Pero Bolivia, un país de mayoría ignorante que no sabe de lo que sucedió en Europa, está en camino hacia su harakiri nacional, y votará por la misma ideología que llevó a Hitler al poder.

Evo Morales, el soberbio magnate campesino inculto, será reelegido presidente, y pondrá en ejecución el más siniestro plan de gobierno que se haya experimentado en esta parte del mundo.

Su nueva constitución política, discrimina étnicamente a todos los que no son indios, haciéndoles pagar impuestos para sustentar a los demás.

Los indígenas en cambio, no tendrán obligaciones con el estado, y podrán establecer sus propias leyes tribales tanto en lo económico como en lo jurídico.

El linchamiento entrará en boga. La ocupación de tierras y viviendas será legal, y los vejámenes a blancos y mestizos estarán respaldados por el gobierno.

El narcotráfico está institucionalizado. Morales sigue siendo el jefe de los agricultores de coca, hoy convertidos en millonarios fabricantes de droga.

La felicidad boliviana que hará a Evo mandatario por segunda vez, proviene ciertamente de la cocaína, que esparce sus ganancias, llegando a los bolsillos de todos.

El fatídico programa gubernamental se implantará con la participación de venezolanos, cubanos, e iraníes.

Bolivia finalmente caerá bajo dominio absoluto de los reaccionarios neocomunistas y musulmanes, que la convertirán en la principal base terrorista de expansión continental.

Que Morales haya sido votado en 2005, puede justificarse, alegando que muchos no vieron la figura de Chávez por detrás. Pero después de tres vergonzosos años en los que el país perdió su dignidad y soberanía, los bolivianos no tuvieron suficiente, y reincidirán en su goce por la humillación.

Elegirán voluntariamente a sus represores. La libertad dejará de ser atributo ciudadano, y el caudillismo despiadado, con avenencia popular, tomará las bridas de la nación.

Hay pueblos que disfrutan de ser esclavos.

¿Cómo pueden ser tan ciegos? La respuesta es simple: Los ojos ven sólo aquello que la mente está capacitada para comprender. La incultura es general y la perspectiva a largo plazo no existe. El problema es prácticamente hemisférico.

Estas elecciones dejarán sangrientas huellas. La guerra civil no quedó descartada. Tampoco una invasión extranjera.

Si Evo Morales consigue mayoría de diputados y senadores, no habrá quien le ponga freno. Tendrá poderes autocráticos.

Su despotismo se impondrá con visos legales, para beneplácito de la progresía mundial, de lo contrario forzará exabruptos populares para amedrentar a la ciudadanía. Como hizo siempre.

¿Está preparada Bolivia para vivir en democracia? Creímos que sí. Lo ocurrido en la última década demuestra que no.

La democracia es la cereza sobre la crema de la cultura y la tolerancia. Es el premio a la civilización. No puede existir donde no hay educación, respeto al prójimo ni a las normas. El populismo es la degradación del sistema democrático.

Las traicioneras ambiciones personales de algunos de quienes gobernaron, o quisieron hacerlo, son las causantes de este devenir.

La culpa de Bolivia no está en el indígena analfabeto que no tiene criterio, sino en el ciudadano letrado que busca medrar con el acontecer político. Ése es el que tendrá su Núremberg cuando la pesadilla bolivariana llegue a su fin.


EUA NÃO VÃO IMPEDIR O IRÃ DE OBTER A BOMBA.


Uma simulação feita pela Escola de Governo Kennedy em Harvard, neste fim de semana, previu que os Estados Unidos não vão impedir o Irã de obter armas nucleares e vão implorar àquele país para que não as usem.
A mesma simulação prevê, ainda, que uma séria crise vai irromper entre Israel e os EUA em razão de pressões americanas para que Israel não se defenda contra o Irã, ou seja, que exerça o seu direito de legítima defesa.
Nem precisa ser gênio para saber disso tudo, não é, especialmente com todos os passos da política externa de Obama e de Hillary Clinton, notadamente a favor dos países árabes.

domingo, 6 de dezembro de 2009

BENJAMIN,O “MENININHO” ENVIADO


MAIS UM EXCELENTE ARTIGO DE WALDO LUIS VIANA, ANALISANDO O FILME "LULA, O FILHO DO BRASIL". NÃO DEIXEM DE LER.

“Hoje em dia é muito difícil não ser canalha.
Todas as pressões trabalham para
o nosso aviltamento pessoal e coletivo.”
Nélson Rodrigues


Conta-se que, em 1933, após ter sido eleito chanceler alemão, Adolf Hitler, já esgrimindo enorme esperteza e inclinação para o mal, mandou um de seus colaboradores-asseclas do Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães (o Partido Nazi) contratar um jornalista para escrever artigos furiosos contra o próprio Führer. Era necessário, àquela época, estabelecer polêmica em relação ao recente mandatário para despertar o interesse do povo alemão para as discussões sobre o governo recém-instalado. Sabe-se que o jornalista cumpriu diligentemente a função e com tal energia que não foi esquecido pelo chanceler, que o recompensou, em princípio com dinheiro e, mais tarde, o mandou fuzilar.
No Brasil, vivemos uma situação muito similar, em que um filme sobre o nosso grande líder e guia, será lançado em janeiro de 2010, elaborado e dirigido sob medida para atrair e fazer chorar as multidões. A realização da película deixou de ser mero exercício de arte inocente, quando se soube que grandes empresas, dependentes das verbas publicitárias governamentais, participaram de seu orçamento. Despertou desconfianças, também, quando foram levantadas suspeitas de que os especialistas em marketing do Planalto deram os seus “pitacos” para que o “longa” ficasse mais emotivo e lacrimoso, no estilo das conhecidas novelas nacionais de sucesso.
O filme contaria a infância, a juventude e a ascensão a líder sindical do Sr. Luiz Inácio da Silva, terminando obviamente em sua chegada á presidência. Enfim, uma saga do “filho do Brasil”, cuja carreira fulminante realmente “nunca houve neste país.
Ocorre, tal como os marqueteiros do Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães de Hitler, que os especialistas em comunicação do Partido dos Trabalhadores de Lula resolveram estabelecer polêmica em relação ao filme e resolveram arquitetar um plano, num estilo tropical entre Maquiavel, Golbery e Goebbels, para atrair críticas contra a obra e seu formato.
Afinal, o filme sobre Lula deve ser comentado em cada esquina, nos bares, nas universidades, entre os professores e estudantes, e na mídia, entre os formadores de opinião. Deve ser discutida a temática, a origem do orçamento, a intenção, a estética e a história do personagem, transformado em herói do povo, tal como foi exaltado na Alemanha, nos anos 1930 o livro “Minha Luta”, de Adolf Hitler, que contava a estória sofrida da juventude e ascensão do líder do Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães, que, dentre outros feitos, matou 6 milhões de judeus...
Assim, por coincidência, surgiu um certo editor, muito inteligente e atilado, companheiro de lutas do nosso futuro guia focalizado no filme, guerrilheiro na juventude, preso, torturado e companheiro de cela do presidente, a comentar o filme, revelando fatos escabrosos sobre a vida do presidente e revelando bombasticamente – vejam só – o seu gigantesco apetite sexual, a ponto de ter querido sodomizar um companheiro de cela, durante o período em que esteve preso, como líder sindical e agitador, durante o regime militar.
A revelação extemporânea, feita por quem não foi chamado, não se chama Manuel, nem mora em Niterói parece sermão muito bem encomendado. Antes de ser uma calúnia, até enaltece uma reação selvagem de quem foi exposto em certo momento da vida a uma situação-limite. Afinal, como disse Jesus, quem nunca cometeu pecado que atire a primeira pedra!
César Benjamin, que já foi guerrilheiro, prisioneiro político, fundador do Partido dos Trabalhadores, saiu do PT, entrou no Partido do Socialismo e Liberdade, foi candidato a vice-presidente pelo PSOL e já saiu do PSOL – parece ser o homem indicado para fazer o trabalho daquele jornalista que ajudou na oposição a Hitler. Ele chegou ao desplante de fazer suíte do próprio artigo, tentando acender uma polêmica, esperando que a direita ingênua fosse atrás, como a Igreja, quando condena os filmes que contestam a divindade de Jesus ou entra com medidas cautelares contra as escolas de samba, no Carnaval, quando são profanadas imagens sacras em carros alegóricos. Mas o tiro saiu pela culatra e seu casinho jornalístico foi encerrado. Coitado!
O “menininho” (parece que esse era um de seus codinomes) César é mesmo peralta, um peralvilho! Cumpriu sua função, mas a polêmica ficou murcha e acabou beneficiando o agredido, o caluniado, que nem se deu por achado, continuando solenemente a correr o mundo como líder e com 80% de popularidade.
Pelo visto, o filme foi feito para não passar em brancas nuvens, como aquela novela do Sassá Mutema, em 1989 (lembram-se?), que foi um dos ingredientes psicológicos que ajudou a eleger o presidente Fernando Collor. Naquela época, a novela despertava no subconsciente do povo a seguinte pergunta: como vamos eleger um analfabeto nordestino para a presidência, quando temos um outro nordestino, jovem, bonito, destemido e eficiente para eleger?Agora a pergunta que o filme deseja levantar para o inconsciente coletivo brasileiro é outra: um homem, capaz de sair da miséria violenta, como retirante nordestino, num pau-de-arara e ter chegado, com méritos, à presidência da República, não tem, com certeza, o direito de guiar o povo e indicar seu sucessor? É esse e só esse o objetivo do filme.
Hitler pensava que sabia das coisas e tentou construir um Reich de mil anos, matando milhões de pessoas e tentando conquistar a Europa, como um bárbaro. Felizmente foi contido, na majestade de seu mal, pelas forças do bem coligadas, que destruíram o Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães.
Lula também sabe das coisas e quer ser líder, mesmo fora do poder, nomeando uma marionete ou um ventríloquo, esticando o poder de seu querido Partido dos Trabalhadores. Para quem já percebeu, o governo do ilustre operário não passa de um nazismo pós-moderno, com Goebbels e tudo. Em seu governo só existe a moral e as razões do líder e mais nada!
E, nesse contexto, César Benjamin prestou-se ao mesmo papel do jornalista cooptado por Hitler. Só espero que, mais tarde, quando a polícia secreta aqui estiver funcionando (se já não estiver), ele não seja fuzilado...



sábado, 5 de dezembro de 2009

Reflexões sobre o julgamento de mais um nazista.


O momento ainda é agora: Julgamento de colaborador dos nazistas como lembrança do Holocausto e como alerta para o perigo do negacionismo e da intolerância no mundo atual


Ania Cavalcante*

Num momento em que governantes negam o Holocausto, considerado o paradigma da barbárie da Humanidade e o crime mais documentado da História, num momento em que o regime desse mesmo governante discrimina, persegue, aprisiona, tortura e assassina minorias religiosas e opositores políticas, imputa a pena de morte a homossexuais, retira o Prêmio Nobel de uma cidadã de seu país, nesse mesmo momento inicia-se na Alemanha, na cidade de München (capital da Bavária), o processo contra o criminoso de guerra John Demjanjuk, um ucraniano colaborador do nazismo e do Holocausto. Nesse momento que é agora.

É na Alemanha que ocorre este julgamento, no país dos perpetradores, responsável pelo assassinato planejado e industrial de 2/3 dos judeus da Europa entre 1933 e 1945 e de outras milhares de vítimas: opositores políticos, homossexuais, Testemunhas de Jeová, ciganos, eslavos, deficientes físicos e mentais. Há que se fazer notar que o país dos perpetradores era justamente o país da Europa em que os judeus – que eram alemães – estavam mais assimilados e eram mais aceitos socialmente, no que se convenciou chamar de “simbiose judaico-alemã”. Além disso, no chamado país dos perpetradores houve opositores ao nazismo e ao Holocausto, e as primeiras vítimas desse regime e dos campos de concentração foram alemães: os opositores políticos comunistas, social-democratas, sindicalistas, e as vozes de outros representantes da sociedade, de grupos organizados como a Rosa Branca e Herbert-Baum Gruppe, que tiveram o mesmo destino, a morte, a civis como pastores como Martin Niemöller, que foram levados a campos de concentração. Houve perpetradores, e houve vítimas. Houve também testemunhas impotentes diante de uma máquina assassina. Houve também quem arriscasse corajosamente a própria pela em nome do Outro – do Outro ser humano ao lado.

Em todos países da Europa ocupada houve exemplos de oposição ao nazismo e de solidariedade em maior ou menos medida: de ajuda com alimentos a judeus e de esconder crianças judias, a movimentos armados dos partisans. Em um regime de violência generalizada e de barbárie industrializada e como principio motor, no qual, qualquer um - qualquer um, mesmo membro do Partido Nazista - que discordasse ou ajudasse uma vítima, em especial, um judeu, poderia ser levado a um campo de concentração, ou assassinado, a família ameaça ou assassinada, em uma Europa assim ocupada por um tal regime, exercer a resistência, ou a solidariedade foi realmente algo perigoso, e também de extraordinária humanidade, aqui incluídos os exemplos dos Justos entre as Nações, não-judeus que ajudaram judeus a se salvar do Holocausto, como por exemplo, os ucranianos Pavel e Lyubov Gerasimchik.

Mas é certo que a Alemanha não foi a Dinamarca da época, em que o governo do Rei Chsitian X e a sociedade civil se uniram contra as medidas antijudaicas e o extermímio e salvaram praticamente todos os judeus do país, em um esforço comum – e perigoso – através de barcos com os judeus enviados para a Suécia, país neutro. Dos 7.800 judeus dinamarqueses, 60 morreram, sem conseguirem ser salvos pelos dinamarqueses.

De fato: naquele momento houve muitos colaboradores dos nazistas, que concordavam com o regime e o apoiaram, e participaram do Holocausto: camponeses poloneses, soldados romenos e italianos, policiais de reforço letões, funcionários húngaros e holandeses, cidadãos franceses, ministro norueguês, e também soldados ucranianos, como John Demjanjuk. Este atual réu foi guarda do campo de extermínio de Sobibor, onde foram assassinados 250 mil judeus de abril de 1942 a outubro de 1943. Ele é acusado de colaborar com o assassinato dessas vítimas, de participar do Holocausto. Em outro momento, antes de Sobibor, ele foi guarda do campo de concentração de Majdanek, localizado em Linz, Áustria, e depois de Sobibor, ele foi guarda no campo de concentração de Flossenbürg, na Baviera. Mas o julgamento em questão trata somente de sua participação no Holocausto quando foi soldado da SS trawniki em Sobibor. E esse somento é o suficiente – aliás, está para além de.

Em um momento determinado, no verão de 1942, John Demjanjuk se alistou como guarda para receber treinamento no Campo de Trawniki perto de Lublin, onde desde final de 1941 eram treinados ucranianos e alguns Volksdeutsche (alemães étnicos que viviam foram do território da Alemanha) para “trabalharem” como guardas nos campos de extermínio e, também, como forças de repressão dos guetos durante as deportações em massa, como o caso do gueto de Versóvia e as deportações para o campo de extermínio de Treblinka. Eram, portanto, treinados para ajudar o regime nazista no extermínio total dos judeus e do Judaísmo, chamado pelos nazistas de “Solução Final da Questão Judaica”. Ao todo, houve 5 mil trawnikis, treinados para participar ativamente da indústria de violência e assassinato, dentre os quais, John Demjanjuk.

Os campos de extermínio eram lugares onde em sua maioria judeus, mas também vítimas dos nazistas (e de seus colaboradores), como ciganos e eslavos, eram levados imediatamente para a morte. Estes campos – Belzec, Sobibor e Treblinka – foram erigidos no General Government, uma unidade territorial da Polônia criada depois de sua invasão e início da Segunda Guerra Mundial, quando a parte oriental da Polônia foi ocupada pela Alemanha, enquanto a parte ocidental o foi pela então União Soviética. O território polonês ocupado pela Alemanha era chamado de General Government e consistia nos distritos de Varsóvia, Lublin, Cracóvia, Radom e Lvov, onde viviam 2.284.000 de judeus do total de 3.300.000 judeus de toda Polônia, ou seja, onde viviam 70% dos judeus poloneses. Vale lembrar que dos 3.300.000 judeus poloneses, 3.000.000 – ou seja, 90% - foram assassinados pelos nazistas e seus colaboradores. Colaboradores como John Demjanjuk.

Mas o que fazia um colaborador, um guarda trawniki como John Demjanjuk em um campo de extermínio? A função principal era levar às vítimas para as câmaras de gás – a morte. Os documentos e relatos a respeito são estarrecedores. Quando os transportes de trem chegavam com as vítimas, muitas delas já chegavam mortas, em decorrência de passarem dias ou semanas sem se alimentar ou beber. Os que sobreviviam, chegavam fracos pela viagem, além da fome e sede, do cansaço, já haviam passado por outros momentos: haviam visto suas cidades sendo destruídas, familiares e amigos mortos, humilhados, despojados de seus pertences, levados a guetos, explorados em trabalho forçado, mortos de fome, doença ou exaustão. Haviam visto e vivido isto. Quando os que sobreviviam chegavam a Sobibor, eram recebidos por cerca de 30 oficiais da SS alemães e 100 ucranianos trawnikis da SS, todos bem fardados, bem armados e bem alimentados. OS trawnikis os conduziam para o campo II de Sobibor, onde as vítimas deixavam todos os seus poucos pertencem e despiam-se, avisados de que deveriam cortas os cabelos e tomar um banho para evitar doenças e prosseguiriam viagem para um campo de trabalho forçado. Fazia parte buscar ocultar das vítimas o seu destino.

Despidas, mulheres de todas as idades, incluindos suas filhas e netas, incluindo nenês, e depois homens de todas as idades, incluindo seus filhos e netos, eram conduzidos por um caminho estreito, de 3-4 m de largura e 150 m longo, chamado pelos nazistas de “Schlause” (“tubo”) e ironicamente denominado de Himmelsweg (“caminho para o céu”) pelos trawnikis. Nesse caminho estreito as vítimas tinham seus cabelos cortados, e eram conduzidos brutalmente pelos trawnikis para as câmaras de gás. Os trawnikis gritavam, xingavam, batiam com cassetetes ou com chicotes nas vítimas e muitos atiçavam seus cães contra as vítimas, crianças, jovens, mulheres, homens, idosos, partindo-lhe pedaços da carne antes da morte iminente em uma das cinco câmaras de gás existentes em Sobibor, onde em cada uma delas - que media 4 x 4 m - eram abarrotadas de 150 a 200 seres humanos.

A porta de entrada da câmara de gás era hermeticamente fechada, a luz se apagava. Mães com seus filhos, avós com seus netos lá dentro. Seres humanos. Cristais granulados de Zyklon B eram jogado por uma fresta da câmara e, em contato com o ar, se transformavam em gás. O gás Zyklon B, ou hidro-cianureto (HCN), composto por ácido cianídrico, nitrogênio e cloro, é um gás extremamente venenoso, inicialmente produzido para matar insetos e pragas de lavouras, foi utilizado para matar seres humanos. O gás Zyklon B causa midridíase (dilatação da pupila em função da contração do músculo dilatador da pupila), convulsão, rigidez muscular e sufocamento por paralisia respiratória. Assim morreram as 25 mil vítimas judias de Sobibor.

Assim eram assassinadas aproximadamente 2 mil pessoas por dia em Sobibor. Os judeus de Sobibor eram provenientes da Alemanha, Áustria, Tchecoslováquia, França, Holanda, União Soviética, Polônia. Assim também morreram as milhares de vítimas das câmaras de gás dos campos de extermínio de Belzec e Treblinka (algumas delas assassinadas com monóxido de carbono dos ônibus da morte), das câmaras de gás de Auschwitz-Birkenau e de Majdanek.

John Demjanjuk, cujo real é Iwan Demjanjuk, acusado de participação no assassinato de 25 mil judeus, nega seu crime, nega ter estado em Sobibor. Ele mudou seu nome para John quando emigrou para os Estados Unidos, buscando apagar o passado, como os nazistas também tentaram apagar os rastros de barbárie de seu crime, destruir vestígios, documentos, instalações - e pessoas – . E destruir parte da História. As vítimas, cada uma dela, têm nome. As vítimas do Holocausto e todas as atuais vítimas de quem nega a História, de quem nega a memória, os crimes, e nega à vida, a liberdade, a paz ao mundo, um futuro para as novas gerações. Em nome dessas vítimas - por elas –, escrevo.

* Ania Cavalcante é historiadora, doutora em História pela USP com especialização pelo Yad Vashem de Israel, professora e pesquisadora do módulo "Holocausto e Antissemitismo" do Laboratório de Estudos sobre a Intolerância da USP (LEI-USP) e professora nativa de Língua Alemã.

MENINA MUÇULMANA DE 11 ANOS USOU BATOM E FOI PUNIDA COM 90% DE SEU CORPO QUEIMADO


VÍDEO CHOCANTE. ASSISTA POR SUA CONTA.
NA ÍNDIA UM TIO PÕE FOGO NA SOBRINHA DE 11 ANOS PORQUE ELA USOU BATOM.
ELE É MUÇULMANO E A RELIGIÃO DE PAZ, AMOR E TOLERÂNCIA NÃO PERMITE, CLARO.
A MENINA TEVE 90% DO CORPO QUEIMADO.
É punição desse tipo que querem impor ao mundo, por coisas simples do dia a dia, como usar batom, mini-saia,expor parte do corpo feminino, andar de moto,
rir em público, ouvir música, dançar etc.
Outra prática que não é incomum é jogar ácido no rosto de mulheres que rejeitam um pedido de casamento ou noivado, ou mesmo que querem terminar um noivado, e não estou falando de país "atrasado", estou falando da Eurábia, pois acontecem fatos assim na Inglaterra, França, Suécia ou outros em que a população muçulmana é grande.

A mãe de todas as fraudes


Hipnotizado pela lisonja interesseira dos banqueiros internacionais, o Brasil se acha o umbigo do mundo, quando é apenas a vítima periférica e sonsa de forças que não compreende.
Mal acabava eu de escrever no DC que "o uso maciço da fraude científica, em proporções jamais antes imaginadas, vem se tornando o principal meio de imposição de novas políticas", e no dia seguinte veio a público a fraude das fraudes: dois hackers invadiram o servidor da Universidade de East Anglia e copiaram e-mails nos quais eminentes cientistas revelavam ter apelado às trapaças mais abjetas para impingir ao mundo a balela do "aquecimento global" e as legislações draconianas alegadamente destinadas a "salvar o planeta" desse mal fantasmagórico (v. www.aim.org/aim-column/media-ignore-climate-science-scandal/). Entre outros expedientes, constavam:

1. Suprimir dos relatórios da ONU quaisquer dados que pusessem em dúvida o aquecimento global ou suas alegadas causas humanas;

2. Complementarmente, inventar e enxertar na bibliografia técnica dados que comprovassem as hipóteses desejadas;

3. Boicotar as revistas científicas que publicassem estudos adversos à causa aquecimentista;

4. Orquestrar ataques aos cientistas adversários, questionando suas credenciais acadêmicas.

Se algum dia houve algo como um "crime intelectual hediondo", foi esse. Por uma ironia providencial, a documentação colhida pelos hackers veio à tona na mesma semana em que um outro grupo de acadêmicos aquecimentistas, mais honesto, admitia francamente que, para desgraça da sua causa sacrossanta, a temperatura do planeta tinha permanecido estável nos últimos dez anos (v.www.spiegel.de/international/ world/0,1518,662092,00.html).


Recordem que a campanha alarmista do aquecimento global teve seu momento mais significativo com o lançamento do livro de Al Gore, Uma Verdade Inconveniente, e verão até que ponto chega o cinismo dessas criaturas: põem em circulação uma farsa pseudocientífica construída de dados falsos, compram para ela o apoio da grande mídia, do show business, das universidades, de macro-empresas e de organismos internacionais e, ao mesmo tempo que já a alardeiam como verdade pioneira universalmente silenciada pelo establishment (como se não fossem eles próprios o establishment e não fizessem um barulho dos diabos), vão tratando de organizar preventivamente o boicote aos eventuais recalcitrantes e contestadores – tudo para produzir em benefício próprio a mais formidável concentração de poder vista ao longo da História humana.

Se isso não é golpe, conspiração, formação de quadrilha, então estas três expressões já não têm significado nenhum.
A isso reduz-se, hoje em dia, a autoridade da classe científica no mundo. Claro que, tão logo revelada a fraude, a grande mídia americana se pôs em marcha para proteger os criminosos, omitindo-se de mencionar a descoberta do embuste, noticiando-a com a maior discrição ou negando abertamente sua importância, contra toda a evidência dos fatos.

Servida por esses bons préstimos, a Conferência da ONU sobre o Clima, a realizar-se neste mês em Copenhague, poderá ignorar a denúncia e, como se a idoneidade científica do aquecimentismo permanecesse intacta, seguir adiante, impávido colosso, no propósito de impor a uma cândida humanidade os controles globais destinados a salvá-la de um perigo inexistente.


Segundo o novo presidente da União Européia e office-boy do CFR, Hermann van Rompuy, que o anuncia com indisfarçado entusiasmo, esses controles já equivalem à plena instauração de um governo mundial, rebaixada a noção de soberanias nacionais ao estatuto de ficção jurídica condenada a dissolver-se suavemente em névoas, sem traumas nem prantos, num prazo de poucos anos. Adiantando-se à profecia, o governo Obama envia emissários a Haia para estudar os meios de estender aos EUA a jurisdição do Tribunal Penal Internacional. Sim, com a mesma paixão com que busca livrar os terroristas estrangeiros da autoridade dos tribunais militares americanos, o homenzinho está ansioso para submeter os cidadãos de seu país às decisões de juízes estrangeiros.

As mais sombrias advertências de Lorde Christopher Monckton estão se materializando diante dos nossos olhos (v.www.midiasemmascara.org/artigos/internacional/estados-unidos/9640-obama-pronto-a-ceder-a-soberania-dos-eua-afirma-lorde-britanico.html), e no Brasil – não só entre o povão, mas na quase totalidade da elite –ainda há quem ria da idéia de "governo mundial", acreditando piamente que é uma lenda criada por "teóricos da conspiração". Hipnotizado pela lisonja interesseira dos banqueiros internacionais, como o corvo pelas belas palavras da raposa na fábula de La Fontaine, o Brasil cada vez mais se imagina o umbigo do mundo, quando na verdade só participa da história mundial como vítima periférica e sonsa de forças que não compreende e aliás nem mesmo enxerga. (via www.cavaleirodotemplo.blogspot.com)

Olavo de Carvalho é ensaista, jornalista e professor de Filosofia

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Israel está pronto para a "Operação Sansão", diz Shimon Peres.


Se Israel estiver ameaçado de destruição, deverá usar a "opção Sansão"? A esta pergunta, feita por Gil Kopatch e Shani Keinan, produtores de um filme ainda não lançado sobre a vida do presidente de Israel, Shimon Peres, que esteve recentemente no Brasil, eles obtiveram uma resposta surpreendente: "o objetivo desses reatores (nucleares) é de impedir a destruição (de Israel) e até agora isso funcionou. Espero que continue a funcionar no futuro".
A "opção Sansão" é um segredo de Polichinelo até aqui bem guardado: a capacidade de Israel de utilizar suas armas nucleares. Na bíblia Sansão derruba as colunas do templo dos filisteus e com isto o teto esmaga os seus inimigos e a ele mesmo. O Estado de Israel jamais admitiu ter armas atômicas, tendo aplicado uma doutrina de "ambiguidade nuclear".
As intenções de Peres, que foram publicadas no jornal Yediot Aharonot, não deixam muita coisa dessa ambiguidade. Seria uma indiscrição calculada no momento em que a perspectiva de um Irã com armas nucleares de reafirma? No filme que fala de sua vida ele conta a gênese da aventura nuclear em que se lançou o estado judaico na década de 60, dizendo, dentre outras coisas que "a dúvida dos nossos inimigos é a nossa força".
Segundo a Arms Control Association Israel teria hoje entre 75 e 200 artefatos nucleares que poderiam ser utilizados por 3 vetores diferentes: mísseis balísticos israelenses Jericó, aviões de combate F16 e F15 e submarinos da classe Dolphin.
Fonte:JSS news.(tradução minha).
O problema, repito, é que os aiatolás já declararam mais de uma vez que não se importariam de sacrificar milhares, ou mesmo milhões de mártires (shahids) pela vitória do Islã, como, aliás, já sacrificaram na guerra com o Iraque quando mandavam crianças na frente dos soldados para explodirem as minas. Esse raciocínio foge a qualquer análise de war room, onde não se leva em conta paraíso, virgens, recompensa de outro mundo ou bobagens desse tipo, mas que lá, na teocracia é levada em altíssima conta, aja vista os homens bomba.
E o prazo final (?) dado pelos EUA está se aproximando. Eu não acredito nisso. Mas aguardemos.






MST INVADE PARIS!


Vejam que coisa chique: o MST está em Paris! Com o meu, o seu, o nosso dinheiro, pois sabemos que o governo Lula dá verbas para os baderneiros invadirem fazendas alheias e agora viagens para a Eurábia!(obrigado pela dica Knoploch18).
Obviamente os eurábicos (antigamente conhecidos como europeus)compungidos pela sorte dos sem-terras empunharão bandeiras e protestarão junto à embaixada do Brasil cuja política externa está mais preocupada com a sorte de Honduras e do Irã, especialmente deste último, indo de vexame em vexame.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Lula e seus admirados, dentre eles o Adolfo.


E vejam o que foram descobrir no passado do presidente, e não foi o que aconteceu na prisão não.
Foi uma entrevista para a revista Playboy que, como se sabe, não é só de de fotos eróticas, mas de entrevistas marcantes. Pois bem, Lula há muitos anos atrás, revelou que admirava, dentre outras personalidades históricas, Adolf Hitler, Mao Tsé Tung, Fidel e outros celerados, embora tivesse dito que no caso do nazista o que admirava era a disposição, a tenacidade. A pergunta é: disposição de que? tenacidade de que?
A matéria completa você pode ler no excelente blog dois em cena aqui.
Ninguém adivinha o futuro, não é? Ou como diziam os romanos, em boca fechada não entra mosca...

Ontem o judenrat, hoje o puxa-saquismo desenfreado.

O jornal O Estado de São Paulo publicou ontem, dia 2 de dezembro, uma notícia que mostra que aqueles que hoje lambem as botas do poder estão fazendo o mesmo que fizeram aqueles que pensavam que poderiam escapar dos campos da morte ao compactuar com a máquina nazista.
O Presidente da CONIB-Confederação Israelita do Brasil, Cláudio Lottenberg, foi retirado da lista de convidados do almoço oferecido pelo governo ao presidente israelense Shimon Peres, em Brasilia, porque escreveu um artigo manifestando seu desagrado contra a vinda de Mahmoud Ahmadinejad ao Brasil!
A História se repete sim, mas só para quem não aprende nada...

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Chávez vai abrir embaixada na "Palestina".Será que Lula também vai?

A Venezuela de Hugo Chávez, que não mantém relações diplomáticas com Israel, anunciou que vai abrir uma embaixada com a "Palestina" (onde será que fica isto?).
"Já temos um encarregado de negócios, e nomearemos um embaixador nos próximos dias como parte dos acordos para incrementar nossas relações bilaterais", declarou o presidente bolivariano.
Tal decisão promete ser muito interessante, já que Venezuela e Israel não teem mais relações diplomáticas desde o início do ano e qualquer "embaixador" deverá passar pela linha diplomática do aeroporto Ben Gurion que fica, como se sabe, em Israel ou pela ponte Allenby, ambos controlados por Israel. Vamos aguardar para ver se não passa de mais uma bravata, como diria Lula.
E falando no nosso presidente, será que vai seguir os passos do amigo dele? Sim, pois não recebeu Abu Mazen aqui também? Não abraçou Abu Mazen que teve como tese de doutorado a negação do Holocausto? Não foi Abu Mazen um dos cérebros (?) de grandes ataques terroristas na época de Arafat e agora visto como "moderado"? Ah, se você esqueceu, Abu Mazen é agora conhecido como Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Palestina...e é amigo de Lula, como também é Mahmoud Ahmadinejad, e é recebido aqui no Brasil com pompa de chefe de Estado com o dinheiro de nossos impostos...




terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Agora na Holanda e na Itália?

O deputado holandês Geert Wilders, do Partido da Liberdade, que percorre o mundo alertando sobre o perigo do islamo-fascismo (e arriscando a vida pois tem uma fatwa lançada contra ele), declarou ontem que quer um referendo sobre a construção de minaretes na Holanda, igual àquele que ocorreu na Suíça e que espera que o povo holandês vote contra a construção de mais torres numa proporção parecida com a que venceu naquele país.
O resultado da votação suíça está sendo comemorado como uma abertura para a Europa, "já que é a primeira vez que o povo europeu está firme em sua oposição à islamização", disse Wilders.
Na Itália, Mario Borghezio, um euro-deputado da Liga do Norte igualmente quer um referendo dizendo que "a bandeira da corajosa Suíça que quer permanecer cristã está tremulando sobre a quase islâmica Europa". (fonte rádio Netherlands).
Assim, vê-se que a Europa, praticamente transformada em Eurábia ao longo das últimas décadas, parece que está acordando.
Aguardemos os próximos acontecimentos para ver se os islamofascistas provocarão tumultos como os do episódio das charges de Maomé e como a imprensa esquerdista vai tratar os fatos.
Já se pode ver que estão dizendo que quem organizou o plebiscito foram partidos xenófobos, de direita, reacionários, neonazistas e coisas do gênero, o que não é bem verdade. Cuidar da própria terra, de seus valores, de suas tradições, de sua cultura, não significa necessariamente ser nazista ou xenófobo, mesmo porque os islamo-fascistas, eles sim, é que querem impor tudo isso aos que residem há séculos naqueles países, aproveitando-se do tal multiculturalismo e da leniência da democracia, minando-a por dentro.




segunda-feira, 30 de novembro de 2009

OBRIGADO BOICOTE ÁRABE!

E enquanto os mercados internacionais estão preocupados com o calote árabe de Dubai os israelenses não estão. A razão? O boicote árabe.
Muito poucas empresas de Israel fizeram ou fazem negócios com o Emirado (e como eu já disse repetidas vezes aqui se você tem um mero carimbo de Israel no passaporte nem vai conseguir um visto para entrar na ilha da fantasia que é Dubai).
Israel exportou indiretamente para o Emirado através de outros países, construindo pequenas indústrias de dessalinização com empresas norteamericanas e alguns agricultores cooperaram com seus colegas jordanianos pra exportar frutas e vegetais.
Assim, apesar de muitas tentativas de participação nos enormes e megalomaníacos projetos de construção, as empresas de construção israelenses acabaram escapando do calote, graças, então, ao boicote. Como diz o ditado, há males que veem para o bem.

Nada de minaretes, afinal, na Suíça.


E ontem na Suíça o povo rejeitou a construção de mais minaretes na Suíça.
No dia 26 de outubro, no post Campanha contra minaretes na Suíça eu falei sobre o assunto que hoje ganhou o noticiário nacional.
Com a lei italiana que proíbe burcas e hijabs e agora com essa proibição, será que a Eurábia pretende fazer refluir a onda muçulmana? O que vai acontecer? Uma nova agitação como na época da publicação das charges de Maomé pelo jornal dinamarquês há uns anos atrás? É cedo para dizer, mas em Israel já há um projeto para se proibir os muezins de chamar os fiéis às 4 horas da manhã, justamente do alto dos minaretes, por causa do barulho.
Imagine-se, meu caro leitor, dormindo o sono dos justos perto de uma mesquita e lá pelas 4 horas da madrugada ser despertado todos os dias por um sujeito gritando Allah u akhbar num alto-falante chamando sua gente para rezar! E isto todos os dias do ano! E tal chamado ser repetido 5 vezes por dia.Mas no país deles muçulmanos, a sua religião, caro leitor, não é permitida. Igrejas ou sinagogas não podem ser construídas (a Arábia Saudita é um exemplo). Judeus ou Bah'ais não podem exercer a sua fé em muitos países muçulmanos (o Irã executa esses últimos, como sabemos, e cristãos coptas são perseguidos no Egito), turistas que tenham carimbo de Israel não entram em muitos países muçulmanos (Dubai é um deles) e no Yemen estão preparando um guetto para os poucos judeus que ainda lá estão. Mas o multiculturalismo (falido e o tempo cada vez mais mostra isto) ainda tem voz, ao menos para os esquerdistas tolos que insistem em chamar de preconceituoso quem quer defender seus valores, suas tradições contra o avanço do atraso.
Os defensores dos direitos dos muçulmanos deveriam, antes de mais nada, perguntar quantas igrejas ou sinagogas foram construídas no Oriente Médio nos últimos 20 anos, e quantas mesquitas foram erigidas na Europa neste mesmo período...Depois podem começar a gritar. Claro que não vão gritar, pois parece que a liberdade religiosa só vale para muçulmano, não para os outros, como sempre.
Fez bem a Suíça. Parabéns. Tomara que Israel siga os passos e proiba também os muezins de ficar gritando e fazendo barulho de madrugada. Que gritem lá nas bandas deles.

FUTEBOL MAIS IMPORTANTE DO QUE DIPLOMACIA.

O site www.terra.com.br noticiou esta manhã que o "chanceler" Amorim afirmou estar mais interessado em saber o resultado do clássico espanhol Real Madrid e Barcelona, do que o das eleições em Honduras. "Estou mais interessado no resultado do Real Madrid. Essa eleição não é legítima, então não me interessa".
A moda então pegou. O presidente Lula acha que vai terminar o conflito entre Israel e árabes com um ridículo jogo de futebol (e já sugeriram que ele jogasse, mesmo com aquela pança).
Falta o quê? Decidir os destinos da Indía e do Paquistão com jogos de hóquei? Da China e de Taiwan com tênis de mesa? Da Rússia e da Geórgia e vizinhos com xadrez?
Claro que o Itamaraty não tem com o quê salvar a face. Fala-se em fechar a embaixada, em retirar o embaixador. Nada vai livrar a cara do Brasil. Talvez samba e carnaval que é e sempre foi nosso melhor retrato de país exótico e folclórico.
Melhor seria mudar o Ministro, mudar o Assessor Marco Aurélio que só levou nosso país de vexame a vexame, anulando qualquer ganho que pudesse ter tido no cenário internacional. Mas isso não vai acontecer. Pagamos o maior mico, como se diz na linguagem que Lula entende. Abraçar Abbas, abraçar Ahmadinejad, endossar e legitimar o programa nuclear que até o Egito e o Paquistão condenaram, e são países muçulmanos (coisa que eu venho falando aqui há meses) que temem uma teocracia como o Irã com armas nucleares.
E hoje os jornais estampam a notícia de que mais usinas serão construídas, e dessa vez nas montanhas para não serem possíveis alvos! Mas o Brasil de Lula não quer saber, quer parcerias comerciais, como se tivéssemos muito a ganhar com isto. Podemos até dialogar com o Irã, negociar com o Irã, como disse o governador de São Paulo, mas convidar o sujeito? Abraçá-lo?
Dar-lhe de comer na nossa casa?
Outra coisa que li hoje no Globo, foi a intenção do Brasil de comprar armas russas. Para que? Sucata russa? Fazer o que Chávez fez? Porque não de outro país? Tá na cara, não? Quem sabe o que é o Foro de São Paulo sabe a razão. Com a vitória do tupamaro senil no Uruguai ficou praticamente fechado o quadro do lado do Atlântico. Com 30 anos de atraso eles finalmente chegaram...